Vítima apresentava escoriações e relatou ameaças de morte contra ela e o filho do casal
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| Imagem Ilustrativa |
Uma ocorrência de violência doméstica registrada na noite desta segunda-feira (14) expõe a fragilidade e o medo enfrentado por muitas vítimas no momento de pedir ajuda. Uma mulher, que inicialmente negou ter sido agredida pelo marido durante uma abordagem da Polícia Militar, voltou atrás horas depois e formalizou denúncia de agressão e ameaça de morte.
Tudo começou quando uma denúncia anônima levou equipes da PM até um veículo branco em uma rua da cidade. A informação era de que um casal discutia dentro do carro e que a mulher havia sido puxada de volta para o interior do automóvel após tentar sair.
Ao localizarem o veículo, os policiais separaram o casal para apurar os fatos. Naquele primeiro momento, a mulher negou qualquer violência, disse que não havia crime, afirmou não ter lesões e recusou atendimento. O marido corroborou a versão, alegando que apenas levava a companheira até a casa da mãe dela para que ambos se acalmassem.
Mesmo com a chegada de uma segunda equipe e ofertas de acolhimento, a vítima manteve a negativa, declarou sentir-se segura e recusou ajuda. Os policiais, então, orientaram o casal e o liberaram, mas uma das equipes acompanhou o deslocamento até o endereço informado por precaução.
Horas depois, já amparada pela mãe, a mulher procurou a unidade da PM com uma nova versão. Ela relatou que havia sido agredida antes da abordagem, mostrou uma escoriação nas costas e queixou-se de dores no pé direito. Além disso, afirmou ter sido ameaçada de morte: o marido teria dito que iria matá-la e também ao filho do casal. Segundo a vítima, a discussão teria começado porque o homem não aceitava que ela mantivesse contato com a própria mãe.
Questionada sobre o motivo da omissão inicial, a mulher respondeu: “Estava com medo.” Ela temia represálias, pois acreditava que o marido não permaneceria preso se fosse detido naquele momento.
Após o novo depoimento, foi lavrado o boletim de ocorrência e o caso encaminhado à Polícia Civil. A vítima manifestou o desejo de formalizar a denúncia e solicitar Medidas Protetivas de Urgência.
Até o encerramento desta edição, equipes policiais realizavam diligências em locais indicados pela mulher, mas o suspeito não havia sido localizado.
